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Abertura

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Larry Cooperman is the 2013-14 President of the OpenCourseWare Consortium and the Director of OpenCourseWare at the University of California, Irvine.

A primeira década do século 21 testemunhou uma explosão de acesso ao ensino superior. No Brasil, o número de estudantes universitários dobrou. Na Índia, o tamanho da mega-universidade de ensino à distância, a Indira Gandhi National Open University (IGNOU), cresceu atigindo 3,5 milhões de alunos – que, no momento da redação deste texto é sem precedentes na história do ensino superior. Os governos estão defendendo intensamente maiores índices de conclusão tanto no Ensino Secundário como Superior. Por sua vez, eles enfrentam pressão financeira para oferecer maior suporte a este largo número de  estudantes através de uma infra-estrutura adicional, e bolsas de estudo e empréstimos. Além disso, as políticas governamentais e o crescimento econômico e populacional estão acelerando tendências de índices ainda maiores de taxas de escolarização em paralelo com declínio per capita bruta (este último com algumas exceções felizes!)  Educação aberta, mais do que prover benefícios ocasionais para aprendizes, tornou-se um imperativo para atender o gap entre demanda de Ensino Superior e provisão. Os Governos, estarão em risco, caso ignorem a necessidade de desenvolver uma estratégia clara para a educação aberta.

O começo da década foi marcado pelo nascimento do OpenCourseWare (2001) e a formulação posterior dos Recursos Educacionais Abertos da UNESCO (2002). Hoje, o movimento de educação aberta é verdadeiramente diversificada, variando de hackers para edu-startups em universidades de prestígio. Estes desenvolvimentos são, primeiro e sobretudo, testemunho do poder da Internet para conectar as comunidades e instituições distantes e fazer soluções técnicas viáveis em larga escala. Este volume tem como ponto de partida um fenômenos em paralelo, mídias sociais, que também nasceu surgiram pela  ampla penetração utilização de Internet amarrado ligadas com  as questões que emergem do desenvolvimento da educação aberta. E por que não? Aprender é uma atividade social. Bem antes do advento das mídias sociais, o exame das comunidades de prática era já uma parte importante da pesquisa educacional. E a literatura mostra que se bem projetado projetada aprendizagem entre pares na educação em Ciências, Tecnologias, Engenharia e Matemática ( STEM) produzirá resultados superiores em da aprendizagem ao ensino nas salas de aulaaprender a dar aulas.

MOOCs têm muito a ganhar com as investigações que compõem este volume. Em muitos aspectos, o sucesso educacional dos MOOCS ,irão  depender cada vez mais de reforçar a aprendizagem colaborativa, na qual grupos de pares constroem: as suas redes sociais, o suporte à aprendizagem e as avaliações válidas que estão fora além do sistema de testes marcados por sistemas computacionais.  Esta não é uma tarefa fácil. O primeiro problema é que grupos de pares e educação gratuita podem ser difícil de combinar. Pode parecer paradoxal, mas o benefício de baixo ou nenhum compromisso com aprendizagem conspira contra os robustos sistemas de aprendizagem em pares lançados pela Universidade Peer2Peer ou atividades MOOCs. Os artigos deste livro ajudam coletivamente resolver os problemas críticos de motivação. No contexto da REA, a motivação é crítica para a criação, a adaptação a reutilização e, claro,  aprendizagem. Através de uma leitura atenta dos artigos sobre games, mídias sociais, software, inteligência coletiva e outros neste volume, torna-se claro que a velha dicotomia produtor-consumidor em educação aberta está mudando dramaticamente. O estudante torna-se um agente ativo em seu / sua educação; e tudo, da pedagogia ao conteúdo, torna-se uma responsabilidade partilhada.

Ensino superior costumava ser de domínio das elites sociais. Através das transformações econômicas na Ásia, África e América Latina, dezenas de milhões de pessoas estão sendo retiradas da pobreza da Ásia para a África e para a América Latina. Hoje, nós podemos começar a traçar a evolução do Ensino Superior da elite para massa, e para quase- universal. A educação a distância, então,  tem sido essencial para a transição de elite para instituições de massa; a educação aberta é necessária  porque  é livre (sem custo), flexível (sem uso restrito significativo) e justa (acessível a todos). No entanto, fazer o caso da educação aberta requer um quarto componente: a eficiência educacional. E nesse sentido, este livro contém investigações em infra-estrutura, benefícios institucionais, instrução e aprendizagem  essenciais para todo mundo que veêm um mundo ,em que nada fica no caminho das pessoas que querem melhorar o mundo em que vivem por meio da educação.

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  1. […] texto original foi revisto e ampliado com a adição de uma Abertura de Larry Cooperman, Presidente do OpenCourseWare Consortium (OCWC), um Prefácio de Murilo Matos […]

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